A teoria dos dois mundos (“mundo sensível e mundo inteligível ou mundo das idéias”) destaca-se como o cerne do pensamento platônico.
O pensamento cartesiano nos remete e nos faz admitir um dualismo, um momento de divisão de dois mundos: de um lado, o mundo dos corpos sensíveis e extensos, que possuem grandeza espacial e que podem se tornar conhecidos através da matemática pura (da ciência); do outro lado, o mundo racional, cuja essência é o próprio pensar.
Platão defendia o Inatismo, nascemos como princípios racionais e ideias inatas. A origem das ideias segundo Platão é dado por dois mundos que são o mundo inteligível, que é o mundo que nós, antes de nascer, passamos a ter as ideias assimiladas em nossas mentes. Quando nós nascemos no mundo conhecidos por todos, o mundo em que vivemos, denominado por Platão como mundo sensível nós já temos as ideias formuladas em nossas mentes mas muito guardadas que para serem utilizadas é necessário “relembrar” as ideias já conhecidas através do mundo inteligível.
Para Platão existem quatro formas ou graus de conhecimento que são a crença, opinião, raciocínio e indução. Para ele as duas primeiras podem ser descartadas da filosofia pois não são concretas, sendo as duas últimas, as formas de fazer filosofia. Segundo Platão, tudo se justifica através da matemática e é através dessa que nós chegamos a verdadeira realidade. Para ele, o conhecimento sensível (crença e opinião) é apenas uma da realidade, como se fosse uma visão dos homens da caverna do texto “Alegoria da Caverna” e o conhecimento intelectual (raciocínio e indução) alcança a essência das coisas, as ideias.
A teoria dos dois mundos, apresentada por Platão, é sem dúvida, um grande marco para a Filosofia.
TEORIA DOS DOIS MUNDOS. Disponível nas Unidades I e V, do material didático: Filosofia da Educação (JARDIM, BORGES & FREITAS at al, 2011) Acesso em: 13/05/2012.
Genilza esta concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Ideias ou Teoria das Formas e constitui uma maneira de garantir a possibilidade do conhecimento e fornecer uma inteligibilidade relativa aos fenômenos.
ResponderExcluirSabemos ainda que Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato permanente com dois tipos de realidade: a sensível e a inteligível, e que o conhecimento sensível ocupa-se dos objetos sensíveis que são para Platão imagens das ideias; o conhecimento inteligível volta-se para os modelos dos objetos sensíveis, ou seja, as ideias.
Dentro do conhecimento sensível Platão considera dois níveis: o inferior e o superior. No nível inferior encontram-se os fenômenos, as imagens refletidas. Sobre este conhecimento só é possível fazer conjecturas. O nível superior é composto pelos objetos fabricados pelo homem, os seres vivos e plantas. Este segundo grau do sensível não é de saber definitivo, mas faz parte do domínio da crença. Este conhecimento sensível representa o falso saber, simbolizado pelo conhecimento que os prisioneiros da caverna possuem.
É com o conhecimento inteligível que entramos no domínio do saber. Neste tipo de conhecimento Platão considera também dois níveis: o inferior e o superior. O grau inferior do conhecimento inteligível corresponde ao conhecimento discursivo, cujos objetos são as hipóteses e formas matemáticas. O grau superior do conhecimento inteligível é a intuição intelectual, a qual tem por objeto os seres inteligíveis superiores, as ideias.
Disponível em: http://www.psicoloucos.com/Platao/teoria-das-ideias.html. Acesso em 17/05/2012
Platão apresenta uma teoria original, que trata da existência de dois mundos: o inteligível (ou mundo das idéias) e o sensível (ou mundo material, cópia do primeiro). Sua teoria é apresentada no célebre Mito da caverna, no Livro VII de República. Platão faz a distinção entre ciência (episteme) e opinião (doxa). Ele diz que os homens estão neste “mundo da caverna”, presos às suas opiniões, acorrentados aos seus pré-conceitos e limitados na ignorância do real, do mundo verdadeiro. Defendendo a intuição racional como fonte que permite o conhecimento verdadeiro, Platão entende que é no “mundo das idéias” onde se encontraria a realidade das coisas.
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