Racionalismo
A presença de Descartes no cenário moderno marca toda a história do pensamento filosófico. Ele delimita a modernidade: o surgimento do subjetivismo como apelo ao homem criador, dominador e conquistador da natureza – o homem pensante. Podemos dizer que Descartes, principal pensador da racionalidade moderna, iniciou seu projeto, afirmando que só podemos conhecer a realidade pela razão, que chamamos de Racionalismo - corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio que é a operação mental, discursiva e lógica - corrente central no pensamento liberal que se ocupa em procurar, estabelecer e propor caminhos para alcançar determinados fins, em nome do interesse coletivo que é a base do racionalismo.
Para Descartes, a idéia de sujeito é o mesmo que: substância pensante, descobrindo com isso a posição do cogito (do pensamento), definindo-o como substância do sujeito. Descartes, consolida a valorização positiva do indivíduo e de sua subjetividade como espelho do governo da razão. Para Descartes, a verdade está no interior do próprio sujeito: a certeza da consciência de si. Eu penso, logo existo, ou seja, o pensamento como condição para a existência.
Ele afirma que os sentidos se tornam um obstáculo e um limite à certeza garantida pela ciência. A construção da dúvida metódica vem justificar tal postura, já que não se deve confiar naquilo que é dado de forma mediata pela sensação. A percepção não nos dá segurança, e nos tornamos vítimas das ilusões provenientes do mundo ou das nossas fantasias fruto da imaginação.
A subjetividade em Descartes alcança um status, um grau de autonomia e liberdade para com a realidade exterior tornando-se, então, o modo privilegiado para pensar o sujeito e também o mundo.
Empirismo
Na filosofia, o Empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais) formadoras das ideias. É a sabedoria adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados. O termo “empirismo” , literalmente, contato com algo. A experiência seria assim, uma apreensão da realidade externa através dos sentidos que forma a base necessária de todo conhecimento.
143Para Hume, não é, possível supor pensamentos ou idéias cuja origem não esteja numa ou num conjunto de impressões. Para ele há dois tipos possíveis de conhecimento. De um lado, o conhecimento obtido pela aplicação do raciocínio, pela construção de relações lógicas; o conhecimento das matemáticas, geometria e da própria lógica. De outro lado, há o conhecimento que diz respeito a questões de fato, que busca expressar conexões e relações que descrevem ou explicam fenômenos concretos. Ele acredita que as afirmações gerais, as leis, as regularidades que supomos descobrir com o conhecimento que reproduzimos sobre o mundo derivam de regras naturais
que operam na imaginação dos homens e que não há como estabelecer relações causais nem há como construir conhecimento sobre questões de fato, a não ser a partir da experiência.
Criticismo
O Criticismo representa em filosofia, a posição metodológica própria do Kantismo. Caracteriza-se por considerar que a análise crítica da possibilidade, da origem, do valor, das leis e dos limites do conhecimento racional, constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica. Doutrina filosófica que tem como objeto o processo pelo qual se estrutura o conhecimento. Estabelecida pelo filósofo alemão Immanuel Kant, a partir das críticas ao empirismo e ao racionalismo.
Kant conclui que o conhecimento só é possível pela conjunção das suas fontes: a sensibilidade e o entendimento. A sensibilidade dá a matéria e o entendimento as formas do conhecimento. O criticismo kantiano tinha como objetivo principal a crítica das faculdades cognitivas do homem, no sentido de conhecermos os seus limites. Em consequência dessa critica, foi levado à negação da possibilidade de a razão humana conhecer a essência das coisas.
FONTE DE PESQUISA:
- Racionalismo (René Descartes) - Empirismo (David Hume) - Criticismo Kantiano. Disponível na Unidade III do material didático, Filosofia da Educação (JARDIM, BORGES & FREITASl, 2011).
- Racionalismo. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Racionalismo. Acesso: 03/05/2012.
- Empirismo. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Empirismo. Acesso: 03/05/2012.
- Criticismo Kantiano. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Criticismo. Acesso: 03/05/2012.


Descartes marca toda a história do pensamento filosófico, delimita assim a modernidade o surgimento do subjetivismo como apelo ao homem criador, dominador e conquistador da natureza, ou seja, o homem pensante. Descartes é o principal pensador da racionalidade moderna, ele consolidou a valorização positiva do indivíduo e de sua subjetividade como espelho do governo da razão. Dizia que a verdade está no interior do próprio sujeito. É o autor da famosa frase: Eu penso, logo existo.
ResponderExcluirHume dizia que é através da sabedoria adquirida por percepções que se da o empirismo, ele acreditava que as afirmações gerais, as leis, as regularidades que supomos descobrir com o conhecimento que reproduzimos sobre o mundo derivam de regras naturais que operam na imaginação dos homens e que não há como estabelecer relações causais nem há como construir conhecimento sobre questões de fato, a não ser a partir da experiência.
Foi a partir das criticas ao empirismo e ao racionalismo feitas por Immanuel Kant que surgiu o Criticismo o mesmo representa a posição metodológica própria do Kantismo e caracteriza-se por considerar que a análise crítica da possibilidade, da origem, do valor, das leis e dos limites do conhecimento racional, constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica.
Para ele o conhecimento só é possível mediante a sensibilidade e o entendimento e seu principal objetivo era a crítica das faculdades cognitivas do homem.