quinta-feira, 3 de maio de 2012

ED04 - FILOSOFIA MODERNA

                                       
           A desintegração das estruturas feudais, as grandes descobertas da ciência e a ascensão da burguesia assinalam a emergência do Renascimento. Em contraste à filosofia medieval, dogmática e submissa à Igreja, a filosofia moderna é profana e crítica. Representada por leigos que procuram pensar de acordo com as leis da razão e do conhecimento científico, caracteriza-se pelo antropocentrismo - que considera o homem o centro do Universo - e pelo humanismo. O único método aceitável de investigação filosófica é o que recorre à razão. René Descartes, criador do cartesianismo, é considerado o fundador da filosofia moderna. Ele inaugura o racionalismo, doutrina que privilegia a razão, considerada alicerce de todo o conhecimento possível. Ao contrário dos antigos pensadores que partiam da certeza, Descartes parte da dúvida metódica, que põe em questão todas as supostas certezas. Ocorre a descoberta da subjetividade, ou seja, o conhecimento do mundo não se faz sem o sujeito que conhece. O foco é deslocado do objeto para o sujeito, da realidade para a razão ("Penso, logo existo") Além do racionalismo, as principais correntes da filosofia moderna são o empirismo e o idealismo, movimentos que têm relação com a ascensão da burguesia e com a Revolução Industrial.
             No século XVII, o inglês Francis Bacon esboça as bases do método experimental, o empirismo, que considera o conhecimento como resultado da experiência sensível. Na mesma linha estão Thomas Hobbes, John Locke e David Hume.
             O racionalismo cartesiano e o empirismo inglês preparam o surgimento do iluminismo no século XVIII. Immanuel Kant deseja fazer a síntese do racionalismo e do empirismo a partir de uma análise crítica da razão. Supera esses dois movimentos ao afirmar que o conhecimento só existe a partir dos conceitos de matéria e forma: a matéria vem da experiência sensível e a forma é dada pelo sujeito que pensa.
             O idealismo consiste na interpretação da realidade exterior e material a partir do mundo interior, subjetivo e espiritual. Isso implica na redução do objeto do conhecimento ao sujeito conhecedor. Ou seja, o que se conhece sobre o homem e o mundo é produto de idéias, representações e conceitos elaborados pela consciência humana. Um dos principais expoentes é o alemão Friedrich Hegel. Para explicar a realidade em constante processo,
              Hegel estabelece uma nova lógica, a dialética. Defende que todas as coisas e idéias morrem. Essa força destruidora é também a força motriz do processo histórico.
              O positivismo do francês Auguste Comte considera apenas o fato positivo como adequado para estudo. O método é retomado no século XX, no neopositivismo. Ainda no século XIX, Karl Marx utiliza o método dialético e o adapta à sua teoria, o materialismo histórico, que considera o modo de produção da vida material como condicionante da história. O marxismo propõe não só pensar o mundo, mas transformá-lo. Assim formula os princípios de uma prática política voltada para a revolução.
             No fim do século XIX, o pragmatismo defende o empirismo no campo da teoria do conhecimento e o utilitarismo (busca a obtenção da maior felicidade possível para o maior número possível de pessoas) no campo da moral. Valoriza a prática mais do que a teoria e dá mais importância às conseqüências e aos efeitos da ação do que a seus princípios e pressupostos.

Filosofia Moderna. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_moderna;
e  Unidade III, do material didático Filosofia da Educação (JARDIM, BORGES & FREITAS at al, 2011). Acesso em: 03/05/12.

Um comentário:

  1. Foi a partir do contraste da filosofia medieval, dogmática e submissa à Igreja, que surgiu a filosofia moderna. Sabemos ainda que o único método aceitável de investigação filosófica é o que recorre à razão. Foi René Descartes que inaugurou o racionalismo ocorrendo ai a descoberta da subjetividade e o conceito de que o conhecimento do mundo não se faz sem o sujeito que conhece. Além do racionalismo, as principais correntes da filosofia moderna são o empirismo e o idealismo.

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